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quarta-feira, 15 de maio de 2013

É melhor tratar as feridas antes que elas se aprofundem



Meu cachorro Amarelo tinha uma ferida na pata traseira que não cicatrizava. Comprei pomadas, spray de antibiótico, comprimidos,  mas não resolveu; depois de um tempo a lesão ficava exposta de novo, em carne viva. Comecei a me preocupar, pois Amarelo, de raça indeterminada, também chamado Street Dog,
nunca teve nenhum problema de saúde. Bem pelo menos ele nunca reclamou pra mim.

Atualmente Amarelo é considerado um senhor idoso pelos outros dogs da quadra (bairro);  pois parece que  já tem mais de treze anos; mas é conservado!  ele nem sabe ao certo quantos anos tem!

Voltando à ferida. Fui à casa de agropecuária, dessa vez levei meu amigo pra ser “examinado” pelo Veterinário. Então o atendente da loja olhou a “lesão”,  pegou o telefone e ligou pra um veterinário, e depois da ligação veio o diagnóstico:   a ferida não tava cicatrizando porque o cachorro ficava lambendo . A solução seria usar aquele colar pro cachorro não lamber mais a ferida.
Ficou esquisito! Parecia um abajur na cabeça dele! Os outros cachorros da rua devem ter zoado com a cara do Amarelo!
Mas mesmo com o tal colar ele dava um jeitinho de se lamber e não adiantou nada!. Então eu resolvi colocar ataduras de gaze com esparadrapo e pra minha alegria ele não se estressou com o gaze, e duas semanas depois tudo cicatrizou e o pelo voltou a nascer no lugar.

Percebi que tratar é diferente de lamber! Foi só quando eu tomei a decisão radical de impedir que ele continuasse a lamber a ferida que os remédios puderam fazer efeito!

As feridas de nossa alma também precisam ser tratadas . O salmista declara :

O Senhor sara os quebrantados de coração e lhes ata as feridas” Sl 147.3

Quando nós mesmos ficamos tentando curar,  nós mesmos,  nossas feridas do coração, somos semelhantes ao cão que imagina que lambendo suas feridas elas vão  melhorar;  mas a cada dia elas se abrem mais.

Sejam mágoas do passado, ou injustiças sofridas no presente, falta de reconhecimento ou humilhações sofridas, todas essas feridas podem ser tratadas por Deus, o Criador. Entregue-as aos cuidados Dele em oração e descanse.  Só Ele pode atá-las.

O melhor cicatrizante para o coração

Alguém te causou muita dor? Pare de odiar quem lhe ofendeu, pare de mexer , e cutucar nisso, pois assim essas feridas não cicatrizam.  "Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como Deus vos perdoou em Cristo" Ef. 4.32

O perdão é o maior cicatrizante. Com fé, confie suas mágoas a Deus, ele é especialista em coração; e espere o tempo da cura de Deus.

Claudio Divino Pereira

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sábado, 11 de maio de 2013

Mais uma mulher estuprada em ônibus no Rio


Distúrbio Mental do Estuprador?  Não, maldade e covardia !


Cartaz de protesto contra estupro de estudante indiana, estuprada 

Mais uma mulher violentada em  transporte  coletivo na cidade do Rio de Janeiro, e mais uma vez,  um menor é  autor desse tipo  de crime.  

Uma sexta-feira, 3 de maio, à tarde. Um adolescente armado tomou um ônibus coletivo e anunciou o assalto, ordenando que todos fossem para a parte de traz do ônibus;  mas  em meio  ao assalto  ele resolveu  barbarizar: escolheu uma mulher, separou-a dos demais passageiros e  ameaçando-a com o revolver a estuprou. Depois, friamente,  ordenou que ela voltasse para junto dos outros passageiros.  Esperou chegar ao ponto que pretendia,  e desceu tranquilamente. Tudo foi filmado pela câmera de segurança do veículo.
Neste caso o estuprador, um rapaz de 16 anos,  resolveu  se apresentar à Polícia alguns dias depois, provavelmente com medo de ser morto na captura; e mesmo no momento  de ser reconhecido pela vítima, e testemunhas, já na delegacia, ainda aparentava frieza  e parecia debochar da situação, talvez por saber que não seria preso,  pois é  menor. 

Barbaridades cometidas  à  luz  do dia,  com demonstração de frieza, e descaso pela Lei e pela vida humana. 
O Escritor do Livro de Gênesis, a mais de 4 mil anos, constatou  uma situação semelhante ao que está acontecendo na grande maioria das  cidades de nosso país: 
"A  terra, porém, estava corrompida diante de Deus, e cheia de violência" Gn 6.11 

Nossa terra está corrompida mesmo  e cheia de violência; como  um cálice transbordando de maldades de todo tipo.
Nossa  sociedade deveria se debruçar mais sobre situações como estas ocorridas no Rio e em diversas outras capitais e considerar que nem tudo deve ser atribuído à efeito de drogas, ou problemas mentais, ou pobreza extrema; ou falta de oportunidades para que os jovens saiam da pobreza. Já está passando da hora de avisar para Cientistas Sociais que quem gera  violência não são apenas problemas sociais, mas também morais e espirituais.  Pessoas completamente vazias espiritualmente, são capazes de cometer as maiores torpezas! 

O Delegado de  São Cristóvão, no Rio, que acompanhava o caso disse o seguinte, numa das entrevistas:  
“Alguém que tenha a coragem de estuprar uma mulher dentro de um ônibus, na frente de todos os passageiros, acreditamos que sofra algum tipo de distúrbio mental”

Essa  tese, seu Delegado é, no minimo fraca, pra não dizer ingênua. Pois numa cidade que os  jovens  estão  praticando  sexo publicamente nos bailes  funk, e nas praças,  não  parece  ser difícil  acreditar que  rapazes  são capazes de estuprar  uma mulher  dentro  de um ônibus, à vista  dos demais passageiros. 
Trata-se, seu Delegado, da maldade do ser humano não regenerado pela graça de Deus,  sem amor ao próximo, sem compaixão.  Não é distúrbio mental, não! É maldade, é ódio, é rebelião!  É um exemplo explícito da corrupção humana. É o mesmo mal contido nos homens que estupraram uma estudante num ônibus na Índia; estupro que a levou à morte. 

O ato desse jovem delinquente brasileiro está  dentro da prática da  iniquidade; esse estupro foi mais  um exemplo de  quebra de leis  morais e preceitos universais divinos. 
Portanto, poder-se-ia resumir esse crime  em uma palavra que chega a arrepiar muitas pessoas,  pois a consideram antiquada  e preconceituosa:  o pecado. Esse rapaz cometeu não apenas um crime contra a cidadã,  nem só contra a sociedade, mas em primeiro lugar, contra Deus, quando assumiu uma postura  de quebrar a lei moral de Deus.

O caso foi encaminhado à 2ª Vara da Infância de Juventude e o menor será levado para a Escola João Luiz Alves, antigo Instituto Padre Severino, onde poderá ficar internado só até completar 21 anos. Após completar a idade, fica livre e com a ficha criminal limpa e responderá, caso cometa novo crime, como réu primário.  Cometeu um grave crime, sabia exatamente o que estava fazendo,  mas é menor, e pela nossa Lei  não pode ser preso, mas "internado".    

Pessoas como esse rapaz, que não foram ensinados a  respeitar a Deus, e  ainda sabem que não podem ser punidos pela lei dos homens, por serem menores de idade, tornam-se muito perigosos para a sociedade. 
É hora  de  rever  a formação moral e espiritual de nossa juventude  e rever as leis de nosso país, que protegem criminosos de menor idade.


Claudio Divino Pereira
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quinta-feira, 9 de maio de 2013

O QUE É BULLYING E COMO PREVENIR ( 2ª parte)





A primeira parte  do artigo terminou  com essa pergunta abaixo.

Os pais deveriam perguntar-se a si mesmo:  será que meu lar está gerando filhos do tipo agressores ou alvos de bullying?

As crianças  e adolescentes  mais facilmente vitimadas por bullying são aquelas mais inseguras, introvertidas, com tendência à depressão. São chamados “alvos” de bullying, A maioria dos alvos tem baixa auto-estima, sofre com medo, vergonha, depressão e ansiedade. Podem ser alvos também crianças superprotegidas e não ensinadas a  interagir com outras crianças.

Por outro lado, os agressores são crianças ou adolescentes que geralmente possuem: hiperatividade, impulsividade, distúrbios comportamentais, dificuldades de atenção, baixa inteligência e fraco desempenho escolar.  Eles sentem prazer em dominar e causar danos e sofrimentos às outras crianças.

Verifica-se que lares desestruturados tem mais propensão a favorecer a agressividade nas crianças. 
Lares onde o relacionamento afetivo é pobre, onde existe excesso de tolerância ou permissividade, prática de maus tratos físicos ou emocionais são, normalmente, berço  agressores .

Outros problemas que se poderia mencionar são lares com pais alcoólatras ou usuários de drogas, por exemplo,  que terão grandes chances de criar filhos com predisposição  ao  bullying;  ou  como agressores  ou como vítimas.

Provérbios de Salomão trazem grandes ensinamentos aos pais sobre criação de filhos. Cito abaixo um dos mais conhecidos:

“Ensina a criança no caminho que deve andar,
E ainda quando for velho, não se desviará dele”  Pv 22.6

Portanto, pais e mães,  a nossa omissão na tarefa de educar nossas crianças  pode ter um preço alto demais para a vida de nossos filhos.  A velha desculpa da falta de tempo, da correria da vida moderna, do cansaço diário de ter que correr atrás de “sustento” da casa, são desculpas que devem ser deixadas de lado.  O que se espera dos pais é que assumam os papéis de pais presentes, amigos, próximos, carinhosos sem ser super protetores, que não incentivem a violência doméstica, nem a pratiquem, para não dar mau exemplo aos filhos. 

AMOR E DIÁLOGO EM CASA, MELHOR  PREVENÇÃO

Portanto, terão mais sucesso na prevenção de violência juvenil, os casais que buscam ter uma vida estruturada, um lar com princípios e não apenas com valores materiais; famílias onde o homem e a mulher, pai e mãe , trabalham unidos para educação  de seus filhos, e que independente da renda familiar procuram gastar tempo com seus filhos, conversam sobre a vida, sobre Deus e sobre a vida espiritual e moral. Casais que percebem que sozinhos não vão conseguir realizar essa grande tarefa, e portanto pedem fervorosamente a ajuda de Deus para criar seus filhos, e aproveitam os recursos da comunidade eclesiástica para apoiá-los, participando ativamente da vida de uma igreja local, como família.

E quanto às mães que criam seus filhos sozinhas sem a presença  dos pais dessas crianças, ainda mais necessitam de uma rede de apoio para proporcionarem às suas crianças e adolescentes uma vida comunitária saudável e uma boa educação bíblica e religiosa; para que suas crianças não sejam violentos e nem vítimas de violências como o bullying.

Portanto, a freqüência à uma igreja local é fundamental.  Caso você esteja numa igreja que só se preocupe com programas para adultos, procure outra onde haja programas sérios voltados para o crescimento e educação de seus filhos.

Crianças e adolescentes que crescem em lares onde Deus é honrado e a bíblia é ensinada, não apresentarão pré-disposição para o bullying, nem como agressores nem como alvos. Filhos emocionalmente estáveis não precisam usar de violência nem na escola nem por onde quer que forem.

Lembre-se sempre: seus filhos são Herança de Deus. Cuide bem de sua herança.



quarta-feira, 8 de maio de 2013

O QUE É BULLYING,E COMO PREVENIR (1ª parte)




Bullying, o comportamento agressivo entre estudantes, traz  sérios prejuízos ao desenvolvimento de crianças e adolescentes e pode deixar sequelas para toda a vida adulta de uma pessoa. Pode inclusive trazer  problemas de saúde  e  levar crianças e adolescentes ao abandono da escola, a portar armas e ao suicídio.

O ambiente  escolar tem sido palco de muita violência. Preocupação constante de autoridades, pais e professores. Todos desejamos uma escola de ambiente tranquilo para nossas crianças; um lugar de paz e segurança onde elas encontrassem espaço apropriado para seu desenvolvimento intelectual e de caráter. Mas a realidade é bem diferente. A violência escolar é um fenômeno universal, não é “privilégio” de países  pobres, ou em desenvolvimento.

Existem várias formas de violência escolar, desde simples rixas até assassinatos e chacinas. Casos extremos tem acontecido em nosso país, como o de um menino de 12 anos que morreu envenenado por duas colegas de escola  na Grande Recife, ao comer bolachas envenenadas, em 2011. As meninas de 13 e 14 anos  queriam  matar outras duas colegas  e pediram que o garoto  lhes entregasse  as bolachas com veneno. O garoto comeu as bolachas, ao invés  de entregá-las,  e acabou morrendo.

Outro caso chocante  foi o chamado Massacre de Realengo, Rio,  em 2011no qual um rapaz de 23 anos, ex-estudante da escola  do Bairro de Realengo, invadiu as salas, armado de dois revólveres, e  matou doze alunos, com idade entre  12 e 14 anos; e ao ser interceptado por um policial cometeu suicídio.  Uma das motivações  do massacre teria sido que o assassino  fora vítima de bullying naquela mesma escola. 

A  Violência Escolar é um termo amplo e compreende :

“... todos os comportamentos agressivos e anti-sociais, incluindo os
conflitos interpessoais, danos ao patrimônio, atos criminosos,
etc. Muitas dessas situações dependem de fatores
externos, cujas intervenções podem estar além da competência
e capacidade das entidades de ensino e de seus funcionários.
(...)
Infelizmente, o modelo do mundo exterior é
reproduzido nas escolas, fazendo com que essas
instituições deixem de ser ambientes seguros,
modulados pela disciplina, amizade e cooperação,
e se transformem em espaços onde há violência,
sofrimento e medo.”  
Jornal de Pediatria - Vol. 81, Nº5(supl), 2005

Talvez uma mãe preocupada  esteja lendo este artigo e se perguntando: "será que meu  filho tem sido vítima  de Bullying? Tem um garoto na escola que deu um empurrão nele na hora do intervalo  e ele caiu!" Vamos com calma, nem tudo é bullying.

Afinal, o que é Bullying ?

Por definição, bullying compreende todas as atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudante contra outro(s), causando dor e angústia, sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder.

“O bullying e a vitimização representam diferentes tipos de
envolvimento em situações de violência durante a infância
e adolescência. O bullying diz respeito a uma forma de
afirmação de poder interpessoal através da agressão. A
vitimização ocorre quando uma pessoa é feita de receptor
do comportamento agressivo de uma outra mais poderosa.
Tanto o bullying como a vitimização têm consequências
negativas imediatas e tardias sobre todos os envolvidos:
agressores, vítimas e observadores” 
Jornal de Pediatria - Vol. 81, Nº5(supl), 2005

Portanto são considerados bullying: os apelidos, agressões físicas repetidas, ameaças, roubos, ofensas verbais, ou expressões e gestos que geram  mal estar  nas vítimas; muito utilizados entre meninos. O chamado bullying indireto são atitudes de indiferença, isolamento e difamação;  mais adotado pelas meninas; elas adotam essas formas mais sutis  e, portanto,  mais difíceis de serem identificadas. 

A faixa etária  onde o bullying mais prevalece é entre 11 e 13 anos; e é menos frequente na educação infantil  e ensino médio.

Existe, portanto, uma necessidade de orientar as famílias e a sociedade para o enfrentamento dessa forma mais frequente de violência juvenil. Infelizmente há uma tendência, por parte de adultos, pais, professores e funcionários das escolas, em banalizar os ataques de bullying, considerando como coisa de menor importância, ao pensar: “eles são crianças, eles que resolvam entre si.” Entretanto não se trata de pequenas rixas insignificantes

A prevenção do bullying entre estudantes constitui-se  um desafio e uma necessidade para as autoridades, educadores  e principalmente  para as famílias.

Nas  famílias os pais devem ficar atentos a estas questões  para prevenir que seus filhos não se envolvam nas práticas de bullying nem como agressores  nem como vítimas. Antes de pensar em acompanhar mais a vida acadêmica dos filhos nas escolas deveriam, primeiro,  verificar se em casa  eles  tem apresentado  predisposição  para agressividade ou  passividade.

Não se pode atribuir ao Estado uma responsabilidade das famílias. Os pais são os primeiros responsáveis pela educação de seus filhos. A igreja tem muito a colaborar com ensinos  bíblicos   e vivência em comunidade para o crescimento saudável das crianças. Portanto, os pais que se preocupam com o ensino religioso de seus filhos terão algumas vantagens nesse processo educativo.

Entretanto, se não se pode transferir para o Estado a educação dos filhos, do mesmo modo não se deve tentar transferir para a igreja. A tarefa principal continua sendo da família, da casa, dos pais.

A vida escolar tem sua dinâmica  própria e não adianta a mãe desesperada  tentar  proteger  seu  filhinho  querido desses ataques pois ele, na vivência  do dia-a-dia da escola,  terá que estar  preparado  para enfrentar  situações  adversas, inclusive o bullyng.

Os pais deveriam perguntar-se a si mesmo:  será que meu lar está gerando filhos do tipo agressores ou alvos de bullying?  (continua )

terça-feira, 23 de abril de 2013

Pela Paz, contra a torpeza da guerra



No poema abaixo   Paz é vista como uma porta que se abre para deixar  a vida passar. 

Vida, tantas vezes  represada  pela  violência.  
Só a paz pode abrir  essas represas e deixar a vida seguir seu curso, como um rio.

Sem paz não há vida! Vida no sentido pleno, no mesmo sentido que  Jesus
nos ofereceu,  a Vida abundante.

O Poema abaixo, da escritora  portuguesa, Natália Correia,  consegue retratar de forma excelente  a importância  da Paz para a verdadeira Vida.

                                                                                                               Claudio Divino Pereira


Ode à Paz

Pela verdade, pelo riso, pela luz, pela beleza, 
Pelas aves que voam no olhar de uma criança, 
Pela limpeza do vento, pelos actos de pureza, 
Pela alegria, pelo vinho, pela música, pela dança, 
Pela branda melodia do rumor dos regatos, 

Pelo fulgor do estio, pelo azul do claro dia, 
Pelas flores que esmaltam os campos, pelo sossego dos pastos, 
Pela exactidão das rosas, pela Sabedoria, 
Pelas pérolas que gotejam dos olhos dos amantes, 
Pelos prodígios que são verdadeiros nos sonhos, 
Pelo amor, pela liberdade, pelas coisas radiantes, 
Pelos aromas maduros de suaves outonos, 
Pela futura manhã dos grandes transparentes, 
Pelas entranhas maternas e fecundas da terra, 
Pelas lágrimas das mães a quem nuvens sangrentas 
Arrebatam os filhos para a torpeza da guerra, 
Eu te conjuro ó paz, eu te invoco ó benigna, 
Ó Santa, ó talismã contra a indústria feroz. 
Com tuas mãos que abatem as bandeiras da ira, 
Com o teu esconjuro da bomba e do algoz, 
Abre as portas da História, 
                               deixa passar a Vida! 

Natália Correia, in "Inéditos (1985/1990)", Portugal




terça-feira, 16 de abril de 2013

PACIFICAÇÃO EM BRASÍLIA



O Distrito Federal, uma das sedes da Copa das Confederações de 2013 e da Copa do Mundo de Futebol de 2014 começou o ano mal, no aspecto violência urbana. Brasília também precisa ser  "pacificada".
Observa-se um aumento alarmante  da violência  no DF, com mais  homicídios  e sequestros relâmpagos.  Em março, em apenas um final  de semana, tivemos pelo menos oito assassinatos. Eles ocorreram em Santa Maria, Planaltina,  Riacho Fundo e  Ceilândia.

No chamado Mapa da Violência - 2013, do Centro Brasileiro de Estudos Latino Americanos, o  DF ocupa o 9º  lugar entre as unidades da federação mais violentas do Brasil; logo abaixo do Rio de Janeiro. Foram 651 mortes "matadas" por armas de fogo em  2010  com crescimento  de 10,2%   na última década.

Bem que os gastos exorbitantes com a construção de um grande Estádio Nacional para a copa do mundo  poderiam  ser utilizados  com mais racionalidade. O fraco futebol candango não demanda um estádio para  72  mil pessoas. Portanto, a obra será subaproveitada nos próximos anos. Mas se os recursos, 1,015 bilhões de reais, dessa obra monumental, fossem revertidos para mais Segurança Pública e principalmente para  Educação, com certeza a população se  beneficiaria com uma cidade mais segura.
A capital que tem a renda per capta mais alta do  País, está  se tornando um paraíso  para o crime organizado  local,  que  cresceu  e  recebeu  reforço  de criminosos  de outras  regiões , atrás  da  alta  renda  da população e  da  frágil  segurança  pública.
O crime do sequestro-relâmpago vem se tornando frequente na cidade e as vítimas, antes escolhidas de acordo com suas condições econômicas, hoje não têm perfil definido. Em 24 dias de março, o Distrito Federal registrou 47 casos de sequestro relâmpago.
  A maioria  dos especialistas em segurança definem a violência  como um problema social, pois enquanto  houver tão grande número  de pessoas  sem acesso à saúde, emprego e educação, não há como mudar a situação.  Mas também o fácil acesso da população às armas de fogo  faz com que  a violência  letal, chegue  a níveis alarmantes. Pois infelizmente, além destas armas serem usadas por maginais  nas suas ações criminosas, elas servem também para muitos cidadãos que querem resolver "na bala" seus conflitos  pessoais, mesmos  os mais banais "acerto de contas".

           O profeta  Jeremias  escreveu "Procurai a paz  da cidade...." Jr. 29.7  Além dos problemas sociais apontados pelos especialistas  existe ainda  o problema do Mal, que afeta o ser humano.  Claro que a melhoria de condições sociais  vai reduzir a violência. Mas somente será  resolvida quando as pessoas entenderem que  a paz é algo íntimo e precisa  ser buscada individualmente.  A maldade é algo inerente  ao ser humano; pessoas educadas,  cultas e de diferentes classes sociais  também  cometem violência passional. Um notório exemplo  disso são assassinatos, chamados crimes passionais cometidos por cônjuges ou amantes das vítimas;  crimes que não escolhem  classe social.

                Fala-se muito sobre implantar uma "cultura de paz" em nosso país. O que muitos desses especialistas não enxergam é que já existe essa cultura  de paz em um segmento  da população. São aqueles que tomaram conhecimento do Evangelho da Paz de Jesus Cristo e abraçaram essa fé. Um povo que existe a mais de dois mil anos, os cristãos. Milhares de cidadãos que, antes de conhecerem o evangelho de Cristo, roubavam, depois  não roubam mais, matavam,  não matam mais, se drogavam ou vendiam drogas, hoje não usam nem fazem parte do tráfico de drogas; e  por que? Porque foram alcançados com a mensagem  da paz em Cristo Jesus e permaneceram nele.
Portanto há milhões de cidadãos no nosso país que participam de celebrações desse Evangelho da Paz. Em casas ou templos, nas periferias ou nos centros, na zona rural ou urbana;  reúnem-se para cultuar. Nestes locais são ensinados a abdicarem da violência como alternativa  para resolver seus conflitos  e a encontrarem outras soluções pacíficas no  diálogo e no perdão aos inimigos e em não retribuir o mal  com o mal.  Ao tomar conhecimento  do evangelho  de paz e abraçar esse evangelho a pessoa  é, portanto,   introduzida  numa cultura de paz. Aquele que passa a ler e praticar esse evangelho é uma pessoa de paz.

Meu incentivo é que cada um comece  pacificando sua  vida, abraçando esse Evangelho da Paz,  contribuindo  para a paz  de sua casa, de sua família,  até  chegar  na paz  de sua cidade, que pode ser Brasília, Rio, Bagdá, Toronto, Nova Iorque, Buenos Aires, Quixeramubim....

"E procurai a paz da cidade, para onde vos fiz transportar em cativeiro, e orai por ela ao SENHOR; porque na sua paz vós tereis paz".  Jeremias 29:7

domingo, 7 de abril de 2013

Nova Lei das Domésticas e a dor de cabeça das patroas


       PEC DAS DOMÉSTICAS 

A nova Lei das empregadas domésticas está esquentando a cabeça  de muitas donas de casa pelo Brasil afora.

A nova Lei entrou em vigor a partir de 3 de abril de 2013 e, com ela, passam a valer os novos direitos.  Essa lei vale também para babás.

Será que vai ficar difícil pra maioria das famílias ter uma empregada doméstica ou babá, após essa nova lei? Com certeza, sim. E tem mais, há quem diga que essa profissão, nesse modelo como temos visto nas últimas décadas, vai  se extinguir.
           
Alguns pontos importantes da lei são as horas extras, a jornada de trabalho e o controle das horas trabalhadas. A jornada passa a ser de 44 horas semanais, ou seja, 8 horas por dia. O horário de almoço não conta nesta jornada. 

 O controle do horário de trabalho deve ser feito tanto pelo empregado quanto pelo empregador. O patrão deve colocar uma folha de ponto para ser assinada diariamente pelo empregado. É importante controlar os horários de entrada, almoço, saída e horas extras.  A residência que tem empregados deverá funcionar como se fosse uma empresa para esses empregados e empregadas.

E ..., patroa, cuidado! Não adianta fazer arranjos, ou acordos informais, por fora, porque quando  a empregada ou babá  resolverem  sair, irão ao sindicato e a senhora vai ter que pagar todos  os direitos, de qualquer jeito.

Mas essa lei, então, foi  aprovada  no Congresso Nacional  para dificultar a vida  das donas de casa? Estão se perguntando algumas mulheres. Há essa grande apreensão porque tem patroas que nem imaginam suas vidas sem uma “secretária do lar” para cuidar da casa; seria humanamente impossível para algumas donas de casa dar conta de tudo  na casa  e ainda ter uma profissão, ou seja, passar oito horas ou mais  trabalhando fora de casa.

Pensando friamente, senhoras, a lei é boa, aliás, é ótima para que seja feita um pouco de justiça para milhões  de trabalhadoras que servem  às famílias brasileiras.

A verdade é que essa Lei tem preocupado tantas donas de casa, a ponto de condenarem a tal da PEC das domésticas, porque as patroas sabem que quanto mais direitos têm de pagar aos empregados, menos chances elas tem de manter sua “secretária”.  E os orçamentos já andam apertados  demais para encarar mais esses gastos.

Mas  porque a ideia de ficar sem uma “doméstica”  seria quase um apocalipse  para muitas famílias da classe média.

Só pra começar a refletir podemos pensar em quem vai lavar, passar, esfregar, cozinhar,  etc., se apenas a mulher que é  dona de casa e a empregada  fazem isso? E a resposta é tão óbvia e tão  simples que parece ridícula!  Ela está em dividir todas estas tarefas com o maridão e os filhos, na falta da "doméstica".  E podem ficar tranquilos homens, não é o fim do mundo, ainda!

É tão óbvia, essa resposta, que muitos  nem conseguem  aceitá-la; porque a nossa  cultura machista, reproduzida a séculos,   não ensina nem treina os homens para que eles sejam igualmente  responsáveis pela limpeza e higiene do ambiente que eles  vivem. Mas, pode ter certeza que para manter uma empregada, muitos pais terão que decidir  tirar o filhinho do inglês, ou da escola particular, ou vender um dos carros e andar mais de metrô, e assim por diante.

As patroas, ou ex-patroas estão nessa crise porque, infelizmente, muitos pais ensinaram a seus filhos que fazer pequenas tarefas domésticas como lavar as louças ou o banheiro, por exemplo, não é um serviço honrado  e, portanto, deve ser realizado  pelos "subalternos". Esse tem sido um grande erro de nossa cultura.

Esquecem, até mesmo a patroas cristãs, que todo serviço é digno, que o próprio Filho de Deus ensinou a enorme importância de servir ,e que aquele que quiser ser grande  seja servo  de todos. E agora, se não conseguirem manter suas “secretárias”, como vão explicar para os “filhotes” que eles também terão que encarar o rodo e a vassoura se quiserem um banheiro limpo.

A boa notícia é que nunca é tarde para aprender a trabalhar e que não existe  trabalho que não seja honrado, inclusive , lavar uma roupa ou passar a bucha  no vaso sanitário!