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domingo, 9 de março de 2014

A CASA ROSA E O DIA 8 DE MARÇO


Inaugurado abrigo para mulheres dependentes químicas no DF

Ha um  ano atrás algumas delas estavam nas ruas.  
Não havia nada a comemorar no seu dia: dia internacional da mulher.  Comemorar o que em meio à tanta indignidade? O corpo definhando, a mente alterada pelo crack, sem o respeito dos  filhos, da família e dos cidadãos  que passavam por elas no centro de Taguatinga.  Além do medo, uma sombra  constante na vida de uma moradora de rua; e do pesadelo de ser queimada viva durante a noite, como tem acontecido com alguns moradores de rua na Grande Brasília.

Falo daquelas mulheres  que  estão morando hoje na Casa Rosa: o braço feminino do Projeto Cristolândia, implantado em Brasília pelas igrejas batistas para resgatar pessoas  dependentes químicas, especialmente moradores das chamadas cracolândias.

Nada melhor que escolher a cor rosa para  batizar esse projeto.  Foi inaugurada a um mês atras;  um mês antes desse dia internacional da mulher. É uma casa que precisa ser lembrada nesse dia por trazer amor, esperança, proteção e tantos cuidados básicos indispensáveis à uma mulher.  A Casa Rosa  nos faz lembrar que Deus  ama aos pobres, como diz um cântico baseado no Salmo 113 , verso 7:
 "  Ele levanta da poeira o indigente e do lixo ele retira o pobrezinho". 
Parabéns mulheres da Casa Rosa, parabéns aos mantenedores.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Embainha Tua Espada


A ex-Senadora Marina Silva publicou no Blog da Marina, o artigo  Paz É Essencial, onde relembra um pouco da trajetória pacífica do movimento liderado pelo seringueiro Chico Mendes: 
"Quase todo mês velávamos um companheiro assassinado –índios, seringueiros, agricultores e moradores dos bairros pobres das cidades. Fomos estimulados a portar armas, iniciar uma guerrilha, retrucar com violência. Tomamos outro caminho.
O movimento seringueiro criou o “empate”, às vezes, com a participação de mulheres e crianças se colocando entre os serradores e as árvores, sob a mira de jagunços. Certa vez, a polícia veio nos retirar, ficamos parados e cantamos o hino nacional. Perdemos todas as batalhas; em paz, ganhamos a guerra.
Chico foi morto, mas venceu. Se tivesse aderido às armas, não organizaria as comunidades, não fundaria escolas nem cooperativas. Morreria, talvez num tiroteio, mas sua morte não seria lamentada, suas ideias não se disseminariam nem teriam resultado."
De Fato, precisamos concordar com a Marina: na violência todos perdem. 
Jesus escolheu  e ensinou a seus discípulos o caminho da paz; e repudiou o uso de armas até mesmo em defesa própria. Na ocasião da prisão que o levaria à condenação de morte na cruz,  um dos discípulos sacou uma espada e passou a atacar os guardas, chegando a decepar a orelha de um deles. Porém o mestre o repreendeu veementemente dizendo: 
  "Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada à espada morrerão"  Mt 26.52
Que a paz seja nossa companheira inseparável. Ela estará conosco e a levaremos a todas as pessoas com as quais nos depararmos pela estrada. 
Podemos escolher. Em todo o momento escolha o caminho da paz.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Pacificação em nome do Príncipe da Paz


Professor da UFSC mostra roupas que usava quando foi esfaqueado

Haveria um tempo em que os coturnos ensanguentados, dos soldados, e toda roupa manchada de sangue, pela guerra, seriam queimados devido ao nascimento de um menino;  um dos nomes desse menino seria Príncipe da Paz.

A violência não teria mais sentido após aquele nascimento.

Príncipe da Paz - Esta é uma expressão utilizada pelos profetas de Israel, mais especificamente pelo profeta Isaías,  e que foi recebida pelos escritores do Novo Testamento como cumprimento em Jesus de Nazaré.

“Porque todo calçado que levava o guerreiro no tumulto da batalha, e todo o manto revolvido em sangue, serão queimados, servindo de combustível ao fogo.Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.”  Is 9.5-6


Lucas narra em seu evangelho que  na noite do nascimento daquele menino surgiram anjos nos arredores de Belém, da Judeia, para anunciarem a alguns  pastores, que vigiavam seus rebanhos à noite, a grande notícia do nascimento daquela criança. Então, a seguir,  uma multidão de anjos celestiais recitaram em uníssono: 
“Glória a Deus nas maiores alturas e paz na terra aos homens a quem ele quer bem”  Lc 1.14
 E assim, após se tornar adulto,  aquele menino pregou e transmitiu essa paz profetizada por Isaías e anunciada pelos  anjos, aos pastores . A proclamação de um  Reino de paz , amor, perdão e reconciliação,  foi o cerne da sua vida e de sua mensagem.

Essa consciência da proclamação de um evangelho da paz fazia parte do entendimento da igreja primitiva de Jesus Cristo, a igreja do primeiro século. O próprio Lucas, que também escreveu o livro de Atos dos Apóstolos, narrou o discurso de Pedro, na casa de um militar romano, resumindo  a pregação da igreja da seguinte forma:
“ Pregar a boa nova da paz por meio de Jesus Cristo” At. 10.36 
Este, infelizmente, tem sido um aspecto muito negligenciado da missão de Jesus: 
o aspecto da pacificação, da resistência não-violenta ao mal, da futilidade e natureza autodestrutiva do ódio e da vingança.

Como este tema é relevante para nossos dias!  David Bosch, em seu excelente livro Missão Transformadora, Ed. Sinodal, escreve que : 
“No mundo contemporâneo, em que o terrorismo, a violência, o crime, a guerra e a pobreza, são os assuntos atuais mais importantes, esse aspecto do evangelho de Lucas é agudamente importante”
 Para  Bosch nosso engajamento missionário poderá até ser  muito bem-sucedido em outros aspectos (inclusive no crescimento numérico de nossas igrejas), mas se fracassarmos no aspecto da pacificação, somos culpados perante o Senhor da missão. 

Portanto, todas as vezes que uma discípula  escolhe o caminho da espada e deixa o caminho da cruz ela está fracassando.

A pacificação, em Lucas, é um componente central da mensagem do cristianismo.

A mensagem do evangelho, em Lucas, culmina com Jesus orando  pelas pessoas  que o crucificaram; pedindo que o pai as perdoasse.

Portanto, não há espaço para o ódio no coração da seguidora e do seguidor de Jesus.




sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Esperança dos Pobres


  

"Então, disse Maria: A minha alma engrandece ao Senhor,e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador,porque contemplou na humildade da sua serva. Pois, desde agora, todas as gerações me considerarão bem-aventurada, porque o Poderoso me fez grandes coisas. Santo é o seu nome.A sua misericórdia vai de geração em geração sobre os que o temem.Agiu com o seu braço valorosamente; dispersou os que, no coração,alimentavam pensamentos soberbos .Derribou do seu trono os poderosos e exaltou os humildes.Encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos....."  Lucas 1.46-53

Esse texto é considerado um cântico.  Chamado de Magnificat devido à primeira palavra do texto em Latim. A narrativa de Lucas é surpreendente pelo cunho social apresentado nas palavras de Maria.

O trecho acima foi recitado por Maria após a jovem receber uma revelação de que ficaria  grávida  e que daria  à luz o messias prometido por Deus, o Salvador.

A seguir, segundo Lucas,  Maria vai visitar Isabel, sua prima e logo ao entrar na casa comunica sua gravidez recitando estas palavras que de certa forma são revolucionárias. Quem imaginaria que uma menina de família pobre, do interior,  tivesse a capacidade de proferir tais palavras. 

Embora esta passagem bíblica seja muito usada pelos cristãos ao longo do ano em suas liturgias, a mim me parece um texto  especial quando nos aproximamos da noite que se comemora o Natal.

Lucas parece ter um interesse especial pelos pobres e por outros grupos marginalizados. Aqui no Maginificat lemos : “ (Deus) encheu de bens os famintos  e despediu vazios os ricos”.

Desde o início o evangelista  quer apresentar  um Jesus e sua mensagem como   a  “esperança dos pobres” .

Nesse evangelho Jesus é descrito como  alguém que se relacionava  com as pessoas sofredoras, perturbadas, doentes, coletores de impostos, pecadores e até com  as mulheres – ultrapassando a barreira social e religiosa da sociedade patriarcal de sua época.

Jesus, esse mesmo que em dezembro se comemora seu nascimento em todo o mundo ocidental e em diversos países do Oriente e Ásia, demonstrava uma extraordinária compaixão pelos marginalizados, a qual sua igreja é chamada a imitar. 

Mas, será que o estamos imitando?




quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Reforma, Fé e Violência (2ª parte)


O Reformador Zwínglio  arrefeceu nas reformas.

Início da Perseguição aos Anabatistas no Sul da Alemanha e Suiça.

Muitas vezes acontece de um determinado grupo começar um movimento forte e depois arrefecer. 

Lembro que, recentemente no Brasil (junho e julho de 2013), o Movimento Passe Livre, foi o protagonista das grandes manifestações contra os aumentos abusivos de passagens de ônibus. 
Depois o movimento se espalhou por diversas capitais e cidades grandes do interior do Brasil.

Caracterizou-se por reunir  grandes aglomerações  de pessoas mobilizadas pelas redes sociais. Esta população passou a perceber que havia possibilidade de pressionar as autoridades não apenas para diminuir o preço das passagens de transporte público, mas também  combater a corrupção do governo e fazer diversas cobranças. 

Chegou a um ponto que a liderança do movimento Passe Livre  foi à televisão para dizer que não tinha mais nada com haver com as grandes manifestações que continuavam a ser convocadas nas mídias sociais; que a pauta do movimento era basicamente a mobilidade urbana. 

Zwínglio queria "Pisar no Freio"  da Reforma na Suíça

Citei o exemplo acima para lembrar da Reforma Protestante no Sul da Alemanha e Suíça, guardadas a devidas proporções, obviamente.  

Resumidamente,  o caso foi assim: que Ulrico Zwinglio, de Zurique, que pode ser considerado o Reformador da Suiça e Sul da Alemanha, quando percebeu que o movimento estava perdendo o controle, começou a querer "pisar no freio" quanto à radicalidade da reforma da igreja. 
Por exemplo, a questão do batismo infantil, que Zwinglio pregou a princípio que era contrário, passou a ser um problema que levaria a sérias dificuldades sociais. Pressionado pelo Conselho político da cidade, Zwínglio voltou atrás; ficou do lado do conselho. 

Uma minoria insatisfeita
Os discípulos do pregador  Zwínglio, dentre eles,  Conrad Grabel, Felix Mantz,  não concordaram com essa atitude de seu mestre e exigiram que a reforma fosse seguida na Suíça, em obediência à palavra de Deus, e que os batismos infantis  cessassem  e que fossem batizadas, ou rebatizadas,  apenas pessoas adultas; exigiam também o completo rompimento da igreja com o Estado.

Houve, realmente,  um  rompimento;  mas  dos discípulos com seu mestre Zwínglio.
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Temendo que agitações sociais sacudissem as cidades, em 18 de janeiro de 1525 o Conselho da cidade de Zuric, Suiça, decidiu que todas as crianças deveriam continuar sendo batizadas. Além disso decretou que os pais que insistissem em não batizar seus filhos seriam expulsos da cidade. 

Assim  iniciaram as grandes dores  e sofrimentos da perseguição aos anabatistas (rebatizadores).

Uma reunião de oração em Zuric, Suiça, em 21 de janeiro de 1525 é considerada o marco inicial da Reforma Anabatista. 

A reunião aconteceu na casa de Felix Mantz. Além de Félix, Conrad Grebel também estava na presente um sacerdote chamado George Blaurock .Esse padre George era apelidado de Blaurock, porque usava costumeiramente um paletó azul. 
Diante das ameaças do Conselho da cidade eles se reuniram para orar, pedindo a direção de Deus, para saber o que deveriam saber.

Há algumas narrações do que aconteceu naquela reunião e depois dela. 

Uma antiga carta escrita possivelmente em 1530, portanto, pouquíssimos anos depois da citada reunião de oração.
Transcrevo abaixo uma parte da carta, originalmente escrita em Holandes,  extraída do livro Uma Introdução à História Menonita, de Cornélios J. Dick, Editor:

"E sucedeu que estavam juntos. Depois que um temor se apoderou fortemente deles, e eles  clamaram a Deus no céu, que Ele mostrasse misericórdia para com eles. Então George se levantou e pediu a Conrado pelo amor de Deus que o batizasse; e ele o fez. Depois disso ele batizou ou outros também. Depois disto, mais sacerdotes e outras pessoa se somaram, que logo selaram com seu sangue. "
A carta vai continuar mostrando os primeiros mártires do anabatismo, que desafiaram o conselho da cidade:
"Assim também o acima mencionado Felix Mantz, que foi o primeiro; foi afogado em Zurique, Wolfgang Uliman foi queimado em Walzem com dez outros, inclusive seu irmão, que era seu companheiro. Ele foi o sétimo.Depois dele um clérigo chamado Hans Pretle (Johan Brotli), que também era nosso servo no país. E assim ele se divulgou através da perseguição, como Miguel Satler e muitos de seus parentes. Assim também Melchior Veit, que era companheiro de George Blaurock, foi queimado em Dracha."
Assim, foi iniciado o anabatismo: com uma reunião de oração que ousou enfrentar o Estado. 
Aqueles pioneiros do anabatismo, e mártires,  podemos dizer, levaram a sério o que diz o novo testamento: "Antes importa obedecer a Deus do que os homens"

Portanto, uma  reunião de oração, em  de 21 de janeiro de 1525, deflagrou o movimento do Anabatismo como uma igreja visível de crentes, com ênfases distintas tanto do catolicismo romano, como do Protestantismo emergente. Ela é chamada Reforma Anabatista ou Reforma Radical.

Bibliografia:
Cornélius Dick, Uma introdução à História Menonita, Ed. Cristã Unida, 1992.


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

A reforma protestante, a fé e a violência. 1ª Parte.




No mês de outubro igrejas reformadas do mundo inteiro comemoraram aquele que é considerado o dia da Reforma Protestante. 


Era meio dia em Wittemberg, do dia 31 de outubro de 1517, quando um professor, Doutor de Humanidades e Teologia Sacra, o padre Martinho Lutero, afixou na porta da igreja do castelo de Wittemberg, 95 teses contrárias às indulgências da Igreja Romana. Junto às teses acrescentou um convite educado,  para todos que quisessem participar de um debate sobre as questões por ele levantadas.
Assim, com este convite ao debate, a Reforma Protestante tinha  começado.  




Entretanto, as coisas tomaram um rumo muito diferente que apenas debates e discursos acadêmicos. Houve uma verdadeira revolução na Europa e que influenciou enormemente o mundo ocidental. A separação de Roma foi traumática. Surgiram fortes lideranças, fora da Alemanha de Lutero, como  João Calvino e Ulrico Zuínglio, que também  aderiram às idéias reformistas. 

 Os anabatistas propunham radicalizar a Reforma
Além do trauma da separação da igreja romana, os países que aderiram à Reforma tinham que pensar sobre a ameaça de muçulmanos de invasão  da Europa. Entretanto uma certa "ameaça"  interna passou a trazer tremenda dor de cabeça para as lideranças religiosa e políticas da Reforma. Era um movimento radical denominado "Anabatistas".
Um capítulo que merece destaque na Reforma Protestante do Século XVI  são os estes anabatistas. 
Foi um grupo que se originou dentre os discípulos do reformador Zuínglio, em Zuric, Suíça, que rompeu com aquele líder, e se espalhou  por toda Europa, a ponto de  perturbar a ordem religiosa social  e política, atraindo o ódio tanto dos líderes religiosos quanto dos políticos. Eram perseguidos e martirizados tanto em territórios dominados pelo catolicismo quanto nos territórios dominados pelos seguidores de Lutero  e Calvino e Zuínglio.  
Os anabatistas, ou em português, rebatizadores, criaram o movimento  mais perseguido do período da Reforma.  Receberam  inclusive o nome de Reforma Radical . 

Ênfases Anabatistas
Desejosos  de aprofundar as reformas  de Lutero, Zuínglio  e Calvino, os anabatistas pregavam:
- uma separação radical  entre a igreja  e o Estado;
- a não realização do batismo infantil;  
- e um retorno à igreja primitiva apostólica, que existia antes do período  de Constantino. 

Criam que  a igreja deveria ser livre e composta de pessoas  que tomassem a decisão pessoal de participarem  dela livremente, e sendo batizados depois de adultos, sem a força e a interferência do Estado. 
E para espanto de todos, afirmavam ainda que que para ser um discípulo de Jesus Cristo, o cristão não deveria pegar em armas em nenhuma ocasião de sua vida. Citavam como exemplo o próprio Cristo que não aceitou o caminho da espada, mas escolheu o caminho da cruz;  que se entregou, sem usar nenhum tipo de violência e sem resistência, aos seus algozes. Os anabatistas,  mesmo diante da perseguição armada, não se defendiam.  Eram pacifistas. 

Intolerância dos Reformadores - Massacre de anabatistas.
Essas ideias pregadas com tanto entusiasmo pelos anabatistas e sua aplicação nas suas comunidades que cresciam rapidamente, causaram  uma das maiores perturbações na  Europa do Século XVI. As autoridades civil e religiosas, que andavam de braços dados, não podiam tolerar nenhuma das reivindicações radicais.
Foi um movimento extremamente popular, que atraiu muitos camponeses e a população pobre da Europa; seu crescimento rápido assustava ainda mais as autoridades.
Em pouco tempo os anabatistas foram considerados  hereges pela igreja Reformada e pela Católica Romana; e pelo Estado, eles eram considerados oficialmente como subversivos em  todos os países da Europa. 
 Foram perseguidos  ferozmente, pois a pena para heresia  era a morte. 
As penas mais comuns que sofreram foram as mortes por afogamento, ou  queimados vivos em fogueiras. Os líderes eram queimados, os seguidores eram decapitados. 
Apesar de milhares de mártires, serem mortos com grande crueldade,  o movimento  continuava  crescendo para espanto dos perseguidores. 

….   

Bibliografia:  
Justo L. González. Historia del Cristianismo, Tomo 2, Desde la era de la reforma hasta la era inconclusa. Publicado por Editorial Unilit
Coneilus Dick, História Menonita ,  Editora Cristã Unida

domingo, 27 de outubro de 2013

Não às arminhas de brinquedo no DF



Assinada a Lei Distrital que proíbe a fabricação e comércio  de armas de brinquedo no DF e cria a Semana do Desarmamento Infantil. 

As arminhas de brinquedo, que muitos papais adoram dar de presente aos seus filhos, são um incentivo à uma cultura de violência pois, de certa forma, a criança entende que seus pais não vêem nada de errado com o uso de armas de verdade; como aquelas  dos filmes da televisão. 
  
Essa lei do DF, assinada mês passado,  vem a ser  uma grande conquista para incentivo à uma vida de paz e não  violência, e incentiva também  a reflexão dos pais, dos  educadores e  das crianças  sobre o assunto.

As arminhas de brinquedo são também utilizadas no crime. Dados mostram que das armas apreendidas com criminosos no DF,  12%,  são de Brinquedo.


O Distrito Federal  é a primeira unidade da Federação a aprovar essa  medida, seguindo o exemplo de Londrina, no Paraná, que em 2003 aprovou a Lei 9.188/2003, proibindo o comércio de armas de brinquedo no município.


Diz o provérbio :


 "Ensina a criança no caminho em que deve andar e, ainda quando for velho,
 não se desviará dele"   Pv. 22.6

Ensinemos, pois,  a elas  o caminho da paz.